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	<title>Comentários sobre: Johnny Alf, compositor do crepúsculo</title>
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		<title>Por: Newton Martins Nazareth</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-2418</link>
		<dc:creator>Newton Martins Nazareth</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 13:04:40 +0000</pubDate>
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		<description>Gostaria apenas de colocar que a desclassificacao de &quot;Eu e a Brisa&quot; no Festival da Record, em 1967, apenas  refletiu a busca da &quot;novidade musical&quot;, ja que a referida composicao, embora genial musicalmente, simbolizava o que ja estava estabelecido, e nao o pioneirismo. Alem disso, vejam algumas concorrentes: Ponteio, Roda Viva, Viola Enluarada, O Cantador, Domingo no Parque, Alegria, Alegria...
Tarefazinha dificil a do juri, nao acham?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria apenas de colocar que a desclassificacao de &#8220;Eu e a Brisa&#8221; no Festival da Record, em 1967, apenas  refletiu a busca da &#8220;novidade musical&#8221;, ja que a referida composicao, embora genial musicalmente, simbolizava o que ja estava estabelecido, e nao o pioneirismo. Alem disso, vejam algumas concorrentes: Ponteio, Roda Viva, Viola Enluarada, O Cantador, Domingo no Parque, Alegria, Alegria&#8230;<br />
Tarefazinha dificil a do juri, nao acham?</p>
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		<title>Por: Tiago Mesquita</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-1171</link>
		<dc:creator>Tiago Mesquita</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 15:27:45 +0000</pubDate>
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		<description>Sobre as mulheres na música brasieira: Acredito que aqui, elas sempre tiveram um peapel central Uma das compositoras que deu forma aos ritmos nacionais foi a Chiquinha Gonzaga. Por isso, não deixa de ser curioso que a epigrafe da postagem leve o título de uma cantora que se interessou pelo samba-canção por motivos diferentes do pessoal da bossa nova. Aliás, foi no que os bossanovistas viam como os defeitos do gênero que a Bethania se interessou. Seu lado teatral, trágico. Não em harmonias mais complexas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre as mulheres na música brasieira: Acredito que aqui, elas sempre tiveram um peapel central Uma das compositoras que deu forma aos ritmos nacionais foi a Chiquinha Gonzaga. Por isso, não deixa de ser curioso que a epigrafe da postagem leve o título de uma cantora que se interessou pelo samba-canção por motivos diferentes do pessoal da bossa nova. Aliás, foi no que os bossanovistas viam como os defeitos do gênero que a Bethania se interessou. Seu lado teatral, trágico. Não em harmonias mais complexas.</p>
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		<title>Por: Tiago Mesquita</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-1170</link>
		<dc:creator>Tiago Mesquita</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:59:37 +0000</pubDate>
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		<description>Quase me esqueço, mas é uma honra contar com um rol de comentaristas dessa estirpe. é só colocarmos alguma coisa aí que eu aprendo pra chuchu.
Obrigado pessoal</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quase me esqueço, mas é uma honra contar com um rol de comentaristas dessa estirpe. é só colocarmos alguma coisa aí que eu aprendo pra chuchu.<br />
Obrigado pessoal</p>
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		<title>Por: Tiago Mesquita</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-1169</link>
		<dc:creator>Tiago Mesquita</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:58:30 +0000</pubDate>
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		<description>Lauro, o texto ficou muito bonito mesmo. Acho que existe hoje, por conta do gosto dos estrangeiros, um ponto de vista esquisito sobre o tal do samba-jazz. Parece que ele é uma coisa que não é. Uma sofisticação, algo do gênero. Não consigo entender quem acha o Meirelles mais arranjador que o Radamés ou o Ary Barroso. Deve ser um problema meu. Mas o seu texto é outra história. 
Sobre ele, queria comentar duas coisas. A primeira é que um outro tipo de vida urbana aparecia junto com esse tipo de poética do Johnny Alf. O otimismo tanto dele quanto do Tom Jobim com a música brasileiroa parecem vir daí. O que achei bonito no seu texto é a interpretação da melancolia do Johnny Alf. Muito bom.
Por fim, essa interpretação do Caetano (acho que está no Noites do Norte ao vivo) é muito bonita. O Márcio Vitor faz uma percussão que deixa a música muito diferente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lauro, o texto ficou muito bonito mesmo. Acho que existe hoje, por conta do gosto dos estrangeiros, um ponto de vista esquisito sobre o tal do samba-jazz. Parece que ele é uma coisa que não é. Uma sofisticação, algo do gênero. Não consigo entender quem acha o Meirelles mais arranjador que o Radamés ou o Ary Barroso. Deve ser um problema meu. Mas o seu texto é outra história.<br />
Sobre ele, queria comentar duas coisas. A primeira é que um outro tipo de vida urbana aparecia junto com esse tipo de poética do Johnny Alf. O otimismo tanto dele quanto do Tom Jobim com a música brasileiroa parecem vir daí. O que achei bonito no seu texto é a interpretação da melancolia do Johnny Alf. Muito bom.<br />
Por fim, essa interpretação do Caetano (acho que está no Noites do Norte ao vivo) é muito bonita. O Márcio Vitor faz uma percussão que deixa a música muito diferente.</p>
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		<title>Por: Rodrigo</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-1168</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 11:49:58 +0000</pubDate>
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		<description>me parece,obviamente..</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>me parece,obviamente..</p>
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		<title>Por: Rodrigo</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-1167</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 11:49:15 +0000</pubDate>
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		<description>interessante que a Dolores também teria completado 80 anos este ano se estivesse viva. Pode ser que eu esteja errado mas me aparece que são os dois  e mais o Tito Madi os primeiros cantores compositores da música brasileira. E acho que essa coisa do crooner que também compoe e leva pra música com sua assinatira autoral as múltiplas informações do que canta, vai ter no Milton Nascimento e no Roberto Carlos seus mais ilustres representantes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>interessante que a Dolores também teria completado 80 anos este ano se estivesse viva. Pode ser que eu esteja errado mas me aparece que são os dois  e mais o Tito Madi os primeiros cantores compositores da música brasileira. E acho que essa coisa do crooner que também compoe e leva pra música com sua assinatira autoral as múltiplas informações do que canta, vai ter no Milton Nascimento e no Roberto Carlos seus mais ilustres representantes.</p>
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	<item>
		<title>Por: Lauro Mesquita</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-1165</link>
		<dc:creator>Lauro Mesquita</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 01:23:40 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Rodrigo, como sempre, seu comentário joga uma luz na conversa e renderia mais uma série de posts. Nessas horas eu queria estar mais perto de Brasília pra gente trocar mais idéias. 

Mas, voltando ao que você falou, era bem impressionante como as pessoas eram abertas às canções de vários lugares do mundo e como essas canções dialogavam entre si. Será que é um efeito desse intercâmbiodas duas gran des guerras? 

A música mexicana tb teve tanto efeito aqui, assim como seus melodramas, as comédias picarescas dos italianos... 

Ao mesmo tempo, eu acho que o pós-guerra propôs uma convergência dessas estéticas que ia dar no início do que hoje nós iríamos conhecer como pop. E esse início do pop, na minha opinião sai de cena no Brasil com esses compositores da geração do Johnny Alf. 

Mesmo em Rapaz de Bem e  Céu e mar, eu acho que a síntese musical da Bossa nova só está esboçada. A idéia era mais usar acentuações e acordes do jazz no samba e do samba no jazz. Dá até pra identificar onde está o jazz e onde está o samba na canção. 

João Gilberto faz dessa uma operação mais sutil e complexa, o que não tira em nenhum minuto a genialidade de Johnny Alf, Dolores Duran, Antônio Maria e companhia.

Acho a Dolores Duran impressionante tb viu Rodrigo. Tenho escutado demais. Mas na minha opinião, Carmen Miranda, mesmo sem compor, é a figura feminina mais impar e mais importante da canção brasileira. Mas isso renderia horas e horas de papo. 

De resto fico muito feliz e honrado com a sua participação aqui viu Pedro. Acompanho de perto o seu trabalho na Carta Capital e fico mais feliz por ser jornalista ao ler seus textos. Nessa ápoca de jornalistas narcisistas e com tão pouco compromisso com a informação, é raro ver alguém escrever com tanto comprometimento e conseqüência ainda mais na área cultural. E a sua matéria sobre o Johnny Alf foi muito inspiradora pra mim.

Grande abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Rodrigo, como sempre, seu comentário joga uma luz na conversa e renderia mais uma série de posts. Nessas horas eu queria estar mais perto de Brasília pra gente trocar mais idéias. </p>
<p>Mas, voltando ao que você falou, era bem impressionante como as pessoas eram abertas às canções de vários lugares do mundo e como essas canções dialogavam entre si. Será que é um efeito desse intercâmbiodas duas gran des guerras? </p>
<p>A música mexicana tb teve tanto efeito aqui, assim como seus melodramas, as comédias picarescas dos italianos&#8230; </p>
<p>Ao mesmo tempo, eu acho que o pós-guerra propôs uma convergência dessas estéticas que ia dar no início do que hoje nós iríamos conhecer como pop. E esse início do pop, na minha opinião sai de cena no Brasil com esses compositores da geração do Johnny Alf. </p>
<p>Mesmo em Rapaz de Bem e  Céu e mar, eu acho que a síntese musical da Bossa nova só está esboçada. A idéia era mais usar acentuações e acordes do jazz no samba e do samba no jazz. Dá até pra identificar onde está o jazz e onde está o samba na canção. </p>
<p>João Gilberto faz dessa uma operação mais sutil e complexa, o que não tira em nenhum minuto a genialidade de Johnny Alf, Dolores Duran, Antônio Maria e companhia.</p>
<p>Acho a Dolores Duran impressionante tb viu Rodrigo. Tenho escutado demais. Mas na minha opinião, Carmen Miranda, mesmo sem compor, é a figura feminina mais impar e mais importante da canção brasileira. Mas isso renderia horas e horas de papo. </p>
<p>De resto fico muito feliz e honrado com a sua participação aqui viu Pedro. Acompanho de perto o seu trabalho na Carta Capital e fico mais feliz por ser jornalista ao ler seus textos. Nessa ápoca de jornalistas narcisistas e com tão pouco compromisso com a informação, é raro ver alguém escrever com tanto comprometimento e conseqüência ainda mais na área cultural. E a sua matéria sobre o Johnny Alf foi muito inspiradora pra mim.</p>
<p>Grande abraço.</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro Alexandre Sanches</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-1164</link>
		<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 19:53:28 +0000</pubDate>
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		<description>Lauro, bonito, que bonito!

Um cantor e compositor do adeus, é um modo lindo de definir o Johnny Alf. Inda mais sob a contradição (será?) de ele estar aí ainda, aos 80 anos, &quot;gritando&quot; sua discrição nos nossos ouvidos abarrotados de barulho.

Em tempo: obrigado pela menção honrosa que me coube!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lauro, bonito, que bonito!</p>
<p>Um cantor e compositor do adeus, é um modo lindo de definir o Johnny Alf. Inda mais sob a contradição (será?) de ele estar aí ainda, aos 80 anos, &#8220;gritando&#8221; sua discrição nos nossos ouvidos abarrotados de barulho.</p>
<p>Em tempo: obrigado pela menção honrosa que me coube!</p>
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	<item>
		<title>Por: Rodrigo</title>
		<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/05/19/johnny-alf/#comment-1161</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 04:25:44 +0000</pubDate>
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		<description>é interessante notar que pros cantores da noite dos anos 50 que se formaram no beco das garrafas, o jazz era um formato  recorrente,mas não era o único porque eles tinham que cantar de tudo. A música italiana, os boleros de agustin lara, a canção francesa, eram genêros que estes artistas tinham que dominar e este ecletismo se refletia nos discos que eles gravavam.C antor- compositor me parece que haviam apenas dois, o Johnny Alf e a Dolores Duran que pra mim é disparado a mais importante figura feminina da música brasileira. As primeiras músicas do Johnny Alf, Céu e Mar e Rapaz de bem mostram que ele foi de fato um percurssor da bossa nova, porque sua música tem muito de jazz, mas também deve muito a grandes compositores brasileiros de piano como Custódio Mesquita e Ary Barroso (ilusão à toa a  mim parece ser filha dessa tradição). Já a Dolores que nunca estudou música mas era uma compositora excpecional, pegou influência de todo lado, compos com Tom Jobim, fez bolerão rasgado e samba canção. Havia muita diversidade musical na época. Belo e elucidativo texto, Laurão...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>é interessante notar que pros cantores da noite dos anos 50 que se formaram no beco das garrafas, o jazz era um formato  recorrente,mas não era o único porque eles tinham que cantar de tudo. A música italiana, os boleros de agustin lara, a canção francesa, eram genêros que estes artistas tinham que dominar e este ecletismo se refletia nos discos que eles gravavam.C antor- compositor me parece que haviam apenas dois, o Johnny Alf e a Dolores Duran que pra mim é disparado a mais importante figura feminina da música brasileira. As primeiras músicas do Johnny Alf, Céu e Mar e Rapaz de bem mostram que ele foi de fato um percurssor da bossa nova, porque sua música tem muito de jazz, mas também deve muito a grandes compositores brasileiros de piano como Custódio Mesquita e Ary Barroso (ilusão à toa a  mim parece ser filha dessa tradição). Já a Dolores que nunca estudou música mas era uma compositora excpecional, pegou influência de todo lado, compos com Tom Jobim, fez bolerão rasgado e samba canção. Havia muita diversidade musical na época. Belo e elucidativo texto, Laurão&#8230;</p>
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