Este não é um post oficial, é um post pirata

Este não é um post oficial, é um post pirata

As coisas no meu trabalho andam bem loucas e por isso não tenho tido tempo de escrever mais no blog. Em breve devo voltar com mais velocidade. Ao mesmo tempo, o Jay está sem conexão e com poucas condições técnicas de preencher esse espaço. E o Tiago, mesmo enfrentando o monstro de sete cabeças de um final de mestrado, continua carregando essa instituição sem fins lucrativos nas costas.

A falta de tempo é pra elaborar alguma coisa que preste, mas não faltam assuntos que eu gostaria de escrever a respeito. Alguns deles devem ir ao ar em breve, outros ficam aqui, pelos menos mencionados.

  • O primeiro é uma entrevista que eu fiz com o Juca Ferreira na passagem dele por BH. Gostaria muito de escrever não só sobre a nova proposta de fomento à cultura, como também sobre o debate promovido pelo ministério em plenárias em todo país e na Internet. Acho que o processo diz muito sobre o Brasil atual e traz coisas muito novas pro debate político.
  • A  Carta Capital da semana passada trouxe dois assuntos que também me interessam muito. O primeiro diz respeito ao tamanho do funcionalismo público no Brasil. Ao contrário do que sempre se alardeou com a cartilha dos perfeitos idiotas neoliberais, um estudo do Ipea mostrou que o funcionalismo público brasileiro é bem menor que as repúblicas socialistas soviéticas dos Estados Unidos, Espanha e Fraça.
  • A mesma revista publicou a matéria Síndrome do Infrator, que mostra como a psiquiatria é utilizada até hoje para desrespeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente e manter menores encarcerados por tempo indeterminado. O texto é excelente e o assunto mostra bem as condições lamentáveis da justiça do país.
     
  • Como se disse aqui antes, a Inglaterra está cada vez mais próxima de se tornar uma nova Islândia. A notícia veio do blog do Pedro Doria.
  • O post do Daniel sobre o Van Morrison e um vídeo que o Tiago me enviou também me instigaram a escrever sobre o Captain Beefheart. Acho que em outro sentido do cantor irlandês ele absorve influências do jazz de vanguarda no rock e cria uma coisa muito nova.
  • E muito mais importante, amanhã começam as comemorações dos 50 anos de carreira do Roberto Carlos. A Rádio Inconfidência, onde eu trabalho, coloca um especial no ar na segunda-feira, às 20h. Dá para ouvir pela Internet e ficou muito legal.  

    Um dos entrevistados é Paulo César de Araújo, autor do excelente Eu não sou cachorro não e da biografia proibida Roberto Carlos em detalhes.

    Além de contar em pormenores a história da proibição do livro, o escritor vai fundo em vários temas que cercam o mito do Rei. A entrevista é interessantíssima e em breve eu coloco a conversa na íntegra aqui.

    Pra quem quiser saber quais as músicas de Roberto que Paulo César acha mais significativas é só acessar o Viamundo. De lá eu copio a versão dele pra Detalhes (desculpem pela cara de bunda do Jô Soares).

Espero que uma hora, a trabalheira e a festança me deixem voltar a escrever direito aqui. Até então  metam bronca nesses assuntos todos.